Esta é a coleção de imagens postadas no mês de fevereiro de 2010. Aprecie e compartilhe com os ses amigos!
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Fotos do Fevereiro de 2010
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“Copyright”
Desde que comecei a observar sobre fotografia e Copyright estou consciente de que não só a maioria das pessoas não entendem o conceito de proteção aos direitos autorais, mas a maioria dos fotógrafos também não sabe muito sobre ele.
Então, é lógico que algumas ferramentas adicionais ajudariam ambos os grupos.
Quando um cliente compra uma foto, deveríamos nos certificar de que é acompanhado por um aviso de copyright – e não estou falando de uma marca d’água na impressão. Pelo contrário, deveriamos apresentar um documento com a foto que explica que é protegido por copyright.
Sendo assim busquei no Wikipédia um resumo sobre o assunto do direito autoral no Brasil, e compartilho abaixo.
Copyright “©”
Direitos do Autor não são necessariamente o mesmo que copyright em inglês. O sistema anglo-saxão do copyright difere do de direito de autor. Os nomes respectivos já dão-nos conta da diferença: de um lado, tem-se um direito à cópia, copyright ou direito de reprodução, do outro, um direito de autor; neste, o foco está na pessoa do direito, o autor; naquele, no objeto do direito (a obra) e na prerrogativa patrimonial de se poder copiar.
Deve perceber as diferenças entre o direito autoral de origem romano-germânica, com base no sistema continental europeu do chamado Sistema romano-germânico e o sistema anglo-americano do copyright baseado no Common Law, havendo por característica diferencial, o fato que o Direito Autoral tem por escopo fundamental a proteção do criador e ao contrário o Copyright protege a obra em si, ou seja o produto, dando ênfase a vertente econômica, a exploração patrimonial das obras através do direito de reprodução. No efetuamento do direito de reprodução, o titular dos direitos autorais poderá colocar à disposição do público a obra, na forma, local e pelo tempo que desejar, a título oneroso ou gratuito.
Aspectos jurídicos
Não é sem controvérsia que se pode definir este ramo do saber jurídico como o ramo do Direito Civil destinado a regulamentar as relações jurídicas surgidas a partir da criação de obras literárias, artísticas ou científicas. Ramo, portanto, dogmaticamente colocado ao lado dos Direitos da personalidade, dos Direitos Reais, do Direito das Obrigações, do Direito de Família e do Direito das Sucessões. Há quem defenda a possível autonomia científica do ramo do “Direito de Autor” com base na clara limitação de seu campo de estudo, que são os direitos decorrentes das obras intelectuais,mas muito mais clara até mesmo do que a divisão entre o Direito Civil e o Direito Comercial, por exemplo. Todavia, para conquistar o status de ramo autônomo, um campo do saber jurídico deve possuir princípios gerais diferenciados dos demais ramos do Direito. Os doutrinadores que defendem a autonomia deste ramo, entretanto, deixaram de comprovar a existência deste conjunto de princípios que especializariam o direito de autor em relação ao direito civil.[1]
Há controvérsia quanto à natureza jurídica dos direitos autorais. Para alguns, trata-se de autêntico direito de propriedade, enquanto para outros o traço distintivo dos direitos autorais é o seu componente de direito de personalidade. É comum a adoção de uma solução conciliatória, que adota ambas as concepções ao afirmar que os direitos autorais são de natureza híbrida. Esta estratégia inclusive veio a ser incorporada em diversos ordenamentos jurídicos distintos, de modo que por força de lei existe um núcleo de direitos morais, de todo inalienáveis, no qual se inserem direitos como os de paternidade e de integridade da obra, e um núcleo de direitos patrimoniais, abrigando direitos como os de controle sobre a reprodução, edição e tradução da obra.[1]
Para alguns, o direito autoral é parte integrante do conceito de propriedade intelectual de natureza sui generis, visto que é presente na lei brasileira, salvo raras exceções, o autor deve ser pessoa física. A doutrina contemporânea tem criticado este conceito, sob o fundamento de que associar os direitos autorais à idéia de propriedade visa tão somente justificar o monopólio privado de distribuição de obras intelectuais. O professor Túlio Vianna sustenta que o conceito de propriedade intelectual seria apenas uma ideologia fundamentadora de um monopólio privado.[2]
Quanto à autonomia deste ramo do Direito deve-se dizer que ele é considerado ramo autônomo do Direito da Propriedade Intelectual, em função, principalmente, desta natureza dúplice, que engloba tanto aspectos morais quanto patrimoniais e que lhe imprime uma feição única, própria, que não permite seja ele enquadrado no âmbito dos direitos reais, nem nos da personalidade.[1]
Reprodução
Reprodução é a cópia em um ou mais exemplares de uma obra literária, artística ou científica. Contrafação é a cópia não autorizada de uma obra, total ou parcial. Toda a reprodução é uma cópia, e cópia sem autorização do titular dos direitos autorais e ou detentor dos direitos de reprodução ou fora das estipulações legais constitui contrafação, um ato ilícito civil e criminal.
Cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar, usufruir e dispor da obra literária, artística ou científica, dependendo de autorização prévia e expressa do mesmo, para que a obra seja utilizada, por quaisquer modalidades, dentre elas a reprodução parcial ou integral.
Expiração
Segundo normas e recomendações internacionais aceitas pela maioria dos países, regra geral mas não única, a obra literária entra em domínio público setenta anos após o ano subsequente ao do falecimento do autor.
No Brasil, atualmente essa matéria é regulada pela Lei n.º 9.610,[3] de 19 de Fevereiro de 1998. A lei brasileira abriga, sob a denominação direitos autorais, os direitos de autor propriamente ditos, bem como os direitos conexos. No caso do Brasil, os sucessores do autor da obra perdem os direitos autorais adquiridos setenta anos após a morte do mesmo, tal como indica o artigo 41 da Lei nº. 9.610,[3] de 19 de fevereiro de 1998.
Espero poder ter ajudado!
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Libertadores: de virada, 2 a 1 na estreia
Após três anos, o Inter voltou a disputar uma partida de Libertadores da América. A última vez havia sido em 2007, quando o time colorado acabou sendo eliminado na primeira fase. Entretanto, na temporada anterior, no antológico ano de 2006, o Inter conquistou o maior título do continente sul-americano e o Mundial Fifa, no Japão. Desde aquele ano, nenhum outro time brasileiro conseguiu repetir o feito do ‘Campeão de Tudo’.
Memórias à parte, o Inter começou nesta noite de fevereiro a luta pelo bicampeonato da América. A chuva de verão que caiu pouco mais de uma hora antes da partida não arrefeceu o ânimo da Maior e Melhor Torcida do Rio Grande. A festa dos mais de 39 mil torcedores se estendeu do pré-jogo até depois do apito final com a vitória, de virada, por 2 a 1.
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Keep Walking …
Fotógrafos, somos estranhos, não? Nós não paramos. Nós corremos enquanto os outros andam. Trabalhamos quando devemos relaxar. Nós não temos nenhuma sensação de final de semana, férias, tempo livre ou o tempo em geral, exceto no que se refere ao nascer do sol ou alguma outra coisa que estamos a definir. Quando há um jogo de futebol na TV, não estamos procurando sempre a ação no campo, nós estamos olhando ao lado para ver se alguns de nossos colegas estão cobrindo e, por exemplo, quantos e quem são, com qual equipamento etc. Nós andamos por aí olhando fixamente para coisas estranhas, pairando à beira da atividade humana, às vezes, morrendo por um momento que a maioria nunca acontece. Comportamento curioso, na melhor das hipóteses.
Então eu peguei uma câmera com uma 70-200, e resolutamente caminhei de volta para os surfistas. Eles não sabiam o que eu ia fazer ou perguntar. Não houve tensão, medo, nenhuma sensação ou aquele frio na barriga que antecede a tantos encontros fotográficos. Simplesmente pedi para fotografa-los e fui aceito. Não questionaram, não fizeram perguntas para onde seriam levadas as imagens, nada. Simplesmente aceitaram.
Este é um dos meus retratos favoritos. A conexão foi imediata, e sincera. Eles falando espanhol e eu arranhando um “portunhol” terrível. Após o final do sol rimos um bocado. Apertamos as mãos e nos despedimos. Foi um momento mágico!
Quão maravilhoso é isso? Alguns se perguntam se esta câmera é um presente ou uma maldição? Um tapete voador na vida das pessoas que vai e volta, pois perto dela não consigo parar. Mas a certeza que fica desta vez, é apenas sobre o encontro humano. Agora, a câmara tornou-se uma máquina instantânea de aprendizagem ela não é mais uma câmera, realmente. É uma porta aberta, um caminho e é preciso percorrê-lo.
Cabe a nós manter nossos pés em movimento. Keep Walking …
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São Paulo de muitos !
São Paulo de muitos from ciadefoto on Vimeo.
Parabéns para a ação coletiva proposta pela Cia de Foto a partir de um convite da Monica Maia, editora de fotografia da Revista da Folha, para ilustrar o aniversário de São Paulo.
Foram 230 fotógrafos.
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Going – Por Aí….
Para nós que estamos na cidade grande trabalhando um pouquinho de belas fotos de praia nas Maldivas, Maurício, Tahiti (Bora Bora) e Fiji. A última imagem de avião é a ilha de St. Martin. Esses locais são conhecidos como o céu ou paraíso na terra.
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Felipe Vieira: A primeira edição da década
Esta é a capa da revista Press de janeiro de 2010. A primeira edição da década só poderia ser com o meu amigo.
Outras imagens da nossa sessão de fotos você pode ver aqui na Preview – Banco de Imagens
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Fotografia e Internet
Muito se tem falado da importância da presença dos fotógrafos na Web, mas a maioria não tem a menor noção de como esta presença deve acontecer. E o que era para ser bom, se torna spam.
E spam sempre é muito ruim.
Se eu tomar como base a perspectiva histórica desta presença no Brasil, temos que começar com as BBS (Bulletin Board Services); como o nome diz, eram quadros de avisos virtuais, onde as pessoas largavam suas mensagens na esperança que outros as buscassem, e as respondessem. BBS grandes como a Sherwood ou a Mandic conectavam-se à redes como Lusenet através de linha discada, com modems de 2.400bps, e deixavam no servidor “pacotes” de mensagens que mais tarde eram “recolhidos” pelo interessado em ler as eventuais respostas. Nesta época em que não havia acesso a e-mails, através das BBS os fotógrafos já tinham formado uma comunidade de troca de informações bastante ativa. Não havia ainda Internet comercial, apenas acadêmica e militar; estamos falando de 1994.
Mas no final de 1995, finalmente a Internet se tornou comercial no Brasil, com a criação do Comitê Gestor da Internet, entidade responsável pela rede mundial de computadores no país. O sucesso foi imediato, com as primeiras trocas de e-mails acontecendo entre pessoas físicas, e surgindo os browsers pioneiros como o Netscape Navigator, que navegava por sites basicamente de textos, uma consequência ainda da Internet acadêmica.
Nessa época, novembro de 1995, construí o meu primeiro site de fotografia e fiz minha estréia no Geocities, que era gratuito e dividia as categorias de internautas por “bairros”; os artistas, designers e fotógrafos ficavam no Soho, numa óbvia correlação com o bairro nova-iorquino. O problema é que ninguém sabia fazer site de fotografia, pois ninguém os tinha feito ainda, e as aberrações eram constantes; letras garrafais em negrito, fundos de coloridos berrantes, gifs animados que piscavam por toda a tela; tudo atrapalhava a boa visualização do que realmente interessava, ou seja, as fotos. Alguns outros fotógrafos pioneiros eram meus “vizinhos” no Geocities, e a troca mútua de e-mails se intensificou à procura de fórmulas mais eficientes para publicar nossas fotos na web.
Dois anos mais tarde, já havia um pouco mais de bom-senso, a novidade já não era tão nova assim, a comunicação online se tornara mais rápida e os sites de fotografia ficavam mais “calmos”. Um novo problema, porém, surgiu; como não havia muita gente especializada em design de websites, e não existiam faculdades de multimídia, os fotógrafos resolveram continuar com a mão na massa fazendo seus próprios sites, sem muita noção de estrutura mas com muito entusiasmo, e o que se viu no período foram sites menos feios mas impossíveis de se navegar; arquitetura de informação inexistente, menus que eram tudo menos intuitivos, designs elaborados que escondiam as fotos por debaixo de três ou quatro níveis de hierarquia. Era um milagre que algum cliente visse nossas fotos, pois ele tinha que ser persistente e procurar muito!
E então a profissionalização começou; a Internet a partir de 1998 cresceu a um ritmo alucinante, milhões de endereços de e-mail e websites surgiram em pouco tempo, e a publicidade passou a prestar atenção nesse novo mercado. As ferramentas para construção de sites se sofisticaram, as primeiras câmeras digitais profissionais ficaram acessíveis, a navegação mais rápida. E junto vieram os problemas. O principal foi o erro de se pensar Internet como se pensava revista; fazer sites que permitissem realizar lucro com banners de publicidade parecia óbvio, mas não funcionou; criar listas com endereços de e-mails categorizados para enviar malas-diretas eletrônicas parecia ser um grande negócio, com as listas sendo negociadas por valores estratosféricos, mas também não funcionou por muito tempo, pois as listas eram roubadas, copiadas, distribuídas e compartilhadas, e a medida que a quantidade de spam aumentava a resposta comercial destas malas-diretas caía proporcionalmente. Mesmo assim os grandes investidores (bancos e financeiras) ainda acreditavam e investiam literalmente milhões em incubadoras de sites que, em sua maioria, dependiam de um modelo antigo e ultrapassado de venda de publicidade para que fossem sustentáveis, incluindo os bancos de imagens pessoais dos fotógrafos.
E aí a bolha estourou em 2001, levando consigo diversos empresários à falência.
O modelo que se mostrara inadequado a essa nova realidade, porém, se manteve como paradigma, e os fotógrafos continuaram a apostar nele. Sites-portfólio, hot-sites e mailing eletrônico ainda adotados como ferramentas de marketing pela maioria; listas de discussão especializadas (“nichadas”, no jargão publicitário) e fórums de fotografia, que existiam desde o tempo das BBS, seguiam servindo como divulgação indireta do prestígio do fotógrafo nas comunidades fotográficas, pois a moeda de troca sempre foi “informação X indicação”, ou seja, eu dedico um pouquinho da minha vida online ensinando o que sei, e assim ganho confiabilidade suficiente para que a comunidade me indique para trabalhos mais elaborados.
Mas os resultados da soma destas estratégias, em grande parte, foram catastróficos.
O valor da fotografia profissional, que já vinha caindo com a facilidade permitida pelas câmeras digitais, despencou com a popularização dos bancos de imagem globais de baixíssimo custo (Royalty Free e MicroStock).
E o fotógrafo sentiu-se perplexo.
Por que razão não estava dando certo? Tanto investimento em tempo, tecnologia, e qualidade indo pelo ralo; o retorno das ações de marketing na Internet já não justificavam os custos.
A resposta é fácil. O consumidor mudou, o comprador de fotografia mudou, mas o modo de se vender fotografia permaneceu o mesmo. Estagnado.
Em tempos de Google, com sua publicidade inteligente de links patrocinados e Ad-Sense, que aparecem quando você mais precisa (e sem banners!), em tempos de Twitter com seu “soft-selling” de produtos e serviços diluído entre informação de qualidade, em tempos deFacebook e Linkedin onde o pessoal e o profissional se misturam de forma transparente, as estratégias dos fotógrafos tem que mudar.
Site-portfólio, de repente já parece coisa do século passado, e é!
Arrisco um palpite; não espere que alguém compre suas fotos (atitude passiva), e sim venda suas fotos a quem as precisa (atitude pró-ativa). Através das chamadas mídias sociais.
70% das pessoas hoje decidem uma compra por indicação pessoal ou resultado de pesquisa, e não pela publicidade convencional.
Agora sim a moeda de troca das antigas listas de discussão vale: tenha uma presença marcante no Facebook. Faça um blog e realmente dê de presente informação de valor aos seus leitores. Crie um perfil profissional no Linkedin. Mostre suas fotos sem medo de “ser roubado”, pois se a foto, texto, vídeo ou o conteúdo que for estiver na Internet, ele vai ser roubado, e desta forma pode positivamente se transformar em marketing viral. Pense em trocar as listas de discussão, os fórums, o MSN, o Orkut e o seu Outlook pelo Google Wave. Converse, compre, venda, divulgue e viaje pelo Twitter.
E o principal, ache seu cliente (que certamente está em todos esses canais) e faça ele participar. Ponha ele na roda. Faça ele pular de link em link, dentro da sua estrela de ações na web, e ele vai se fidelizar, vai saber te encontrar, vai poder te indicar para outros clientes.
Serão 40 milhões de brasileiros conectados a Internet em 2010, 40 milhões de potenciais clientes no Brasil. São 1,5 bilhão de pessoas conectadas no mundo.
Este 1,5 bilhão de potenciais clientes é seu. Pense nisso.
06
Desastres Naturais
Como jornalista quero cobrir todo tipo de evento. Alguns exigem dedicação especial, como os desastres naturais.
Foi assim em março de 2004, quando o primeiro ciclone tropical de que se tem notícia no sul do Oceano Atlântico foi denominado Catarina. Lembro que naquele momento a população do sul do Estado de Santa Catarina e a população do nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, foram alertadas para o fato de que se aproximava um ciclone. O que ninguém imaginava é que este seria o primeiro furacão historicamente registrado no Atlântico Sul. Apesar da incerteza no futuro da tempestade, as autoridades brasileiras tomaram as medidas adequadas para garantir a segurança dos moradores que viviam no litoral. A evacuação foi executada com êxito para os numerosos residentes ao longo da costa, embora algumas pessoas decidiram permanecer em suas próprias casas.
Era um sábado e estávamos na expectativa. Com todo o equipamento montado para a viajem. Em permanente contato com os centros de meteorologia ligando de Porto Alegre para saber as notícias e previsões para o evento que aconteceria. As manchetes avisavam que a tempestade iria perder força e ir em direção ao oceano. Nada disso ! O “Furacão” atingiu o litoral do Rio Grande do Sul com ventos de até 180 km/h durante a noite, batendo a norte da cidade de Torres.
Eram aproximadamente 6 horas da manhã de domingo quando coloquei o pé na estrada, e alguns pré-requisitos foram necessários: me certifiquei de ter abundância de combustível, água, lanches, mapas, uma certa quantidade de dinheiro, além de baterias extras e um conversor de energia para poder carregar notebook, câmeras, etc, ligados no carro. Botas, repelente, protetor solar e kit de primeiros socorros também foram uma boa idéia.
Quando estiver cobrindo um desastre natural destas proporções, lembre-se sempre de prestar atenção a sua volta. Sempre tenha uma estratégia de saída. Sua primeira consideração quando você dirige em qualquer lugar é a sua segurança. Sempre tenho em mente se posso sair daqui 15 minutos ou em algumas horas … e não depender de ninguém para vir salvá-lo. Tentar ser totalmente auto-suficiente em todos os momentos. Nunca ande muito longe de seu carro, pois ele é a sua única forma de locomoção e há muitas coisas valiosas ali das quais você depende. Durante estes eventos não há guinchos, carros da polícia ou ambulância a caminho, pois provavelmente todos estarão trabalhando nos resgates ou reconstrução.
Estando com o material fotográfico garantido, a próxima etapa é a transmissão das imagens. Assegure-se que o seu método irá funcionar, seja ele a transmissão por celular ou usando o apoio das casas do governo, como hospitais, delegacias e centros de comunicação montados pelo exército onde haja conexões com a internet.
É fundamental não perder a perspectiva. A grande história está aqui: na minha opinião não é necessariamente a tempestade, pois ela já aconteceu. A grande história é sobre como e quanto mais bem preparados somos como nação e como nosso governo está para lidar com as conseqüências desta calamidade … O Brasil entrou definitivamente na rota das tempestades. Inúmeros trabalhos de pesquisa recém divulgados, indicam que a parte central da América do Sul é a segunda região no mundo em atividade. No “mapa mundi” dos tornados, o centro e o norte da Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o Paraguai, estão se tornando regiões muito propícias para atividade tornádica.
Imagens aéreas são excelentes para mostrar as proporções. Se você quiser entrar em um helicóptero, certifique-se de que você está trabalhando com pilotos experientes… nunca se sabe. Neste caso procure em aeroportos a melhor maneira de embarcar. Aeronaves do exército quase sempre estão disponíveis. Outra maneira é a partilha dos custos de aluguel de um helicóptero com alguém é uma boa opção, nestas situações.
Nestes momentos não há tempo para discutir. Obedeça a aplicação da lei, especialmente, de quem está fazendo a segurança. Negocie sua estada ali, eles entenderão que você está trabalhando. Nestes momentos de tensão, uma mão lava a outra.
Espero que essas tempestades fiquem cada vez menores, e até acabem. Ninguém merece passar por isso novamente, sejam os fotógrafos, jornalistas e outros trabalhadores de resgate que atuam nestes momentos, sem falar, nos cidadãos, é claro!
Boa sorte!













































